O Arizal (Rabbi Isaac Luria) nosso mestre disse “Em algum momento da vida o ser humano precisa se perguntar o porque está aqui? E qual o verdadeiro significado dessa existência?”.
Como pistas para a resposta dessa pergunta o Arizal também disse basicamente que cada ser humano vem a esse mundo para exercer uma das quatro classificações de missões espirituais.
1º Realizar o “Tikun” uma espécie de retificação de transgressões de uma vida passada
2º Trazer uma mensagem ou revelação ao mundo para o despertar coletivo da humanidade
3º Auxiliar alguém a alcançar a missão de sua alma e realizar suas retificações
4º Vir a esse mundo com uma espécie de porcentagem de combinações das 3 opções anteriores.
Na maioria dos casos é a 4º opção a mais utilizada pelas leis do Universo.
Independente de qual das 4 opções nossa alma está mais vinculada, a verdade é que somente através do amor é possível cumprir com cada uma dessas 4 situações e por isso esse mês de Elul contém essa conexão extra com o amor Divino. Elul é composto pela inicial das palavras “Aní Ledodi veDodí Lí” que significa “Eu sou do meu Amado e meu amado é Meu”. (Cântico dos Cânticos 2:16) dito segundo a tradição pelo próprio rei Shlomô (Salomão) filho do Rei David.
O próprio Rav Berg ensina que essa expressão não deve ser entendida como se nesse período do ano o Criador tivesse o desejo de se conectar conosco de forma especial. Na realidade o que ocorre é que em Elul existe um poder espiritual que pode nos despertar mais facilmente para essa conexão por isso existe o costume de se adicionar o Salmo 27 ao final de duas orações diárias (manhã, tarde ou noite). A recitação desse salmo nos auxilia também a se encontrar com o nosso propósito espiritual e material nesse mundo, ele funciona como um GPS que orienta nossa alma a se reencontrar com seu verdadeiro caminho.
Nesse momento estamos nos preparando para a Shabbat Ki Tavó, e uma das coisas curiosas dessa porção é a questão das maldições e bendições. Rabbi Shimon Bar Iochai nos ensina que através do Zohar somos capazes de transformar todos os decretos e julgamentos em misericórdia e perdão, toda severidade em suavidade, todo ódio em amor e todo caos em harmonia. Agora como isso é possível? O zohar não disse que é possível mudar isso no outro, mas em si próprio. A única alma que podemos salvar é a nossa, para que todo o caos mundial acabe é preciso que acabemos com os efeitos dele dentro de nós. Se cada um fizer o seu trabalho toda a humanidade sentira a luz do esplendor. Essa leitura não é realizada como uma forma de impor pânico, mas de apresentar o que temos feito de errado para curarmos isso internamente e assim curar o mundo.
Shabbat Shalom!










